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My thoughts, exactly...

Henry Rollins Band - Liar

Saudades...

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 Sempre vivi a mudança com algum orgulho. O fato de ter mudado 3 ou 4 vezes de país, de cultura, de língua, sempre foi motivo de orgulho quando não foi de alguma altivez em relação ao mundo e aos que nele vivem. Mas isso tem um preço. Um preço que talvez eu pague com o tempo, à medida que vou ficando mais velho. Sempre tentei (e tento) não me apegar ao passado, não deixar que ele me impeça de crescer. Mas sou humano. E com o tempo cada vez mais tenho a sensação de que o “melhor” da minha vida já passou. O melhor tanto no sentido do melhor que eu tenho a dar, como do melhor que eu tenho a receber. Como dizia Lou Reed “it’s all downhill after the first kiss...”. E aí vem a tristeza. Parece uma luta sem sentido entre dois sentimentos antagônicos, ou para viver ainda melhores momentos, ou para ficar quieto e re-viver na memória os bons momentos que já passaram. A segunda opção acontece mais vezes do que eu quero, e a primeira opção, não consigo aplicar, por parecer forçada. A melhor pa...

Dependências...

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Eu tenho uma noção muito boa das minhas intolerâncias... acho... E tenho pensado nas dependências, todo o tipo de dependências – coisas, dispositivos, religiões, pessoas, substâncias... Com uma pesquisa profunda (I googled it), encontrei isto: Dependência é o essência da ocorrência de abusos. – o cão, a criança, a mulher maltratada, os deficientes e os enfermos.” O que causa dependência? A incapacidade para cumprir as necessidades de alguém de forma independente. Estudo de caso: cão de estimação Domesticado, nascido e criado longe do ambiente natural (falsa dependência) Comprado e levado para a casa nova (propriedade) Inicialmente a cargo (condicional) Incapacidade, devido ao ambiente para satisfazer suas necessidades físicas - não consegue ter acesso a um ambiente sustentável, provido de alimentos, da água e calor. Ou seja, a dependência está diretamente ligada ao abuso. Mais ainda, o abuso é uma consequência direta da dependência. Talvez seja por isso que eu sou intolerante, não sei....

Filhos - como vai ser?

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Tenho andado mais introspectivo ultimamente. Mas não abandonei o Blog. É só que os pensamentos e emoções têm sido tantas e intensas que tenho tido talvez, alguma dificuldade em processar tudo antes de vir aqui partilhar. Mas está tudo bem. Vai dar tudo certo! :) O engraçado com o um blog pessoal é que mesmo assim ainda não é o lugar onde vamos dizer absolutamente tudo, não é? Tanto quem escreve como quem lê não está pronto para tanta honestidade. Hmm. Nota para myself: escrever sobre isso! Adiante! O meu sobrinho nasceu. Na verdade nasceu mais um sobrinho :) É o Pablo, filho do Pedro, meu irmão mais novo, aquele que sempre foi o nosso “bebê”, mesmo sendo maior do que qualquer um de nós. Vê-los com o bebê foi um momento emocionante. Muito emocionante. É como o fecho de um ciclo, inicio de outro. Nós os três já saímos da infância/adolescência/vida de jovens adultos, para passar a ser pais. A felicidade está estampada na cara deles e é tão boa de ver e presenciar. O Milan também ...

A loucura da normalidade...

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Há dias que tenho esta frase na cabeça. Li no jornal que um homem, não sei onde nos arredores de Brasília, matou 2 pessoas por causa de um casaco (ou algo similar). E tentei entender o estado de espírito do tal homem, como se pode ser autor de um crime por razões tão surreais. E não se trata de um louco nem de álcool. Simplesmente “surtou”, como dizem aqui. Por uns meros segundos ou minutos fatais... Na mesma semana, no supermercado do meu bairro, um cliente descontente com as filas pra pagar insultava todos os empregados da loja. Uma das frases que ele dizia é “lugar de vadia é na zona!”. E repetia solenemente, sem apontar para ninguém em particular. Quase respondi para ele “o senhor fala com a propriedade de quem tem conhecimento sobre a dita zona, não é?”. Mas depois me lembrei do outro homem que tinha matado duas vezes por causa do casaco. E lembrei-me do meu filho, minha família, meus amigos, calei-me, sorri covardemente, paguei e fui embora. E nesse momento lembrei-me do John Doe...

Promessas para o ano novo!

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Ano novo, vida nova? Hopefully! Chega este momento do ano e sempre acabamos por fazer algumas promessas para o ano seguinte. O problema é que eu não me lembro das promessas que fiz no final de 2009. E 2009 foi o meu annus horribilis . Pelo menos espero que tenha sido, porque se não foi, eu rendo-me desde já! Este fim de ano, vou tentar deixar registrado aqui algumas vontades e expectativas para 2011, para ver se no final do ano eu consigo ter uma avaliação positiva. Vamos ver... Expectativas pessoais: Formar a “minha” banda, compor, tocar ao vivo...dar a conhecer Fazer umas férias só com o filhote – neve? NY? Praia no Brasil? Alguma lugar que ele não conheça... Ir a Nova Iorque, desta vez com mais tempo para ver algum show, talvez até o US Open Comprar um carro – este é amargo porque na realidade gostaria de não ter que comprar carro. Mas Brasília é terrível para quem não tem carro... Ser campeão da 2ª série da FBT – masters ou classificação (tênis) Acabar de escrever o conto Escrever ...

E depois do adeus

Se eu estava preparado para a separação? Não. Não estava. Nunca pensei nisso. E não foi por falta desse “bom conselho” por pessoas genuinamente bem intencionadas. O que acontece é que se eu me tivesse preparado para a separação, não me teria casado. Simples assim. E agora? Estou separado há um ano, e pergunto-me cada dia, como será amanhã. Ser/estar separado me colocou num papel incrédulo do futuro que raramente tive. A confiança no futuro fica muito abalada. Não no sentido em que vai acontecer algo errado ou assim, mas na capacidade de vislumbrar que poderemos voltar a ser tão ou mais felizes. É estranho. E ultimamente tenho me dado conta que a tristeza tem saído para fora de mim, como uma ressaca. Tenho me perguntado se me transformei naquelas pessoas que vêm o futuro sempre em tons de cinza, que vêm só (ou mais) o lado negativo das coisas, que contaminam com o seu pessimismo. Acho que não, que é um momento passageiro, o consolidar do fim de um ciclo, o momento mais turbulento da tem...