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Temos chorado demais...

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Essa frase tem dançado na minha cabeça há umas semanas. Eu sei que a frase correta do Belchior é "Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro", mas a que tem ocupado fantasmagoricamente a minha mente é essa. Temos. Coletivamente. A humanidade inteira me parece ter chorado demais, ultimamente. E aí fica a dúvida entre duas leituras possíveis: se é "demais" no sentido "exageradamente, sem razão para tanto, mais do que seria justo" ou se é "demais" como em "as coisas estão demasiado pesadas o tempo todo, ao ponto de ultrapassar quase sempre o limite das nossas forças, da nossa resistência, da nossa resiliência". Confesso que não sei. Nem sei se é meu papel saber ou se tenho a capacidade de saber. Sei que eu tenho chorado demais - para mim, o demais será no sentido de "muito mais que eu gostaria, ultrapassando o choro libertador, tornando-se enjoativo". Sei que tenho visto muita gente chorar também, não sei se de barriga che...

Truth be told...

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Adoro a internet. É, sem mínima dúvida, uma das melhores invenções do milênio - presente e passado. Uma das coisas que gosto de fazer é apenas navegar, sem objetivo particular, clicar em links uns atras dos outros. Acontece sempre o momento em que encontro algo que me faz rir às lágrimas, refletir, ficar triste, escrever, etc. É uma viagem sem sair de casa bastante agradável, uma montanha russa virtual. Quando eu ainda estava no caradelivro e no G-mais, eu costumava colocar imagens que me tinham tocado de alguma forma. A maioria delas tinha o ponto comum de mostrar que o ser humano tem uma criatividade sem limites, e é capaz de espremer felicidade de absolutamente qualquer coisa. Qualquer mesmo. Gosto disso.

Anti-social...

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Já estou sem carro há algum tempo (outra vez). É para uma boa causa: conseguir pagar o aluguer de um apartamento. Pois é. Não dá para ter os dois. Mas não é disso que se trata aqui. Por causa dessa circunstância tenho de ir trabalhar de transportes públicos. O que para mim é até bom, na medida que a Asa Norte de Brasília não é assim tão mal servida. E dá par ir, de cabeça vazia, sem pensar em nada, sem comunicar com ninguém, como gosto de fazer. O pior para mim e o meu assumido lado anti-social, é quando me oferecem carona/boleia. Uma coisa é eu saber que vou fazer um trajeto com outra pessoa, eu preparo-me para esse momento, penso nas conversas que podemos ter, nas coisas que eu quero falar etc. Ou seja, estou predisposto para esse momento, esse confronto. Outra coisa totalmente diferente é ser apanhado de surpresa. Está tudo preparado para que eu consiga fazer o trajeto sozinho e de repente encontro alguém que me propõe a carona ou boleia. Aí a coisa estraga! Ainda tento recusa...

Quem matou Jesus Cristo?

São estas pequenas coisas que abalam o meu otimismo. Sim, sou otimista a um ponto que ninguém acredita. Mas voltando. Ao sair hoje de manhã de casa, passava um documentário com o tema supra citado. Obviamente que é a eterna guerrinha entre judaísmo e catolicismo, com a natural arrogância de descartar todas as outras religiões monoteístas (para não complicar a coisa...), sobre se de fato Jesus foi vitima do tribunal judaico ou romano.   Não me importa na realidade responder a essa pergunta. O que mais me aflige, e seja dito en passant que estou a colocar-me no papel de quem acredita em Deus, é que mais de 2000 anos depois do dito evento, e com tudo o que a história nos ensinou desde então, o ser humano teima em separar as coisas por raça, crença, cor de pele, gênero, nacionalidade ou seja lá ou qual outro atributo absurdamente não-aplicável. Pior ainda. E não só separa como generaliza estupidamente. Opinião pessoal: O que diferencia as pessoas deste planeta, realmente, não são esses...

Ciúmes...

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Não vou fazer a análise fisiológica ou psicológica do tema. Não é minha praia. Vou só dar o meu ponto de vista. Para isso serve o MEU Blog :). Ter ciúmes está ligado à insegurança de perder algo que nos é muito caro. Esse sentimento é aplicado a pessoas. Por isso ele me é tão estranho e difícil de entender. Percebo perfeitamente o mecanismo, a lógica que leva a pessoa a se sentir insegura, o instalar da dúvida, a falta de comunicação, o medo da perda, da solidão etc. O que não entendo é a sensação de perda, que quase sempre está ligada a uma noção de posse (reconhecida ou não). E aí meus amigos, a brincadeira acaba. Posse de outro homem ou mulher? Como assim? A escravatura voltou? Que eu saiba esse foi o único momento na historia em que a sociedade civil aceitou e reconheceu o direito de homens e mulheres serem donos de outros homens e mulheres, como quem é dono de um vaso ou um cão (ironicamente muito cães hoje são tratados com mais respeito do que os acima citados escravos (mas isso ...

A serenidade para aceitar as coisas...

Como disse Reinhold Niebuhr na “Oração da Serenidade” (1934): ""Deus, dá-nos a graça de aceitar com serenidade as coisas que não podem ser mudadas, coragem de mudar as coisas que devem ser mudadas, e sabedoria para distinguir uma das outras.". Primeiro gostaria salientar que contrariamente ao que o povo pensa, esta oração não vem da bíblia e, embora obviamente religiosa, ela faz parte de uma serie de manifestos filosóficos do jovem acima citado, e não de algum livro fanático-depressivo... Continuando... Se, mesmo estando 99% convicto de que a minha atitude é a correta, que as soluções que proponho para diversos problemas são quase sempre validas e corretas, que a minha visão “fria” e analítica dos eventos e das pessoas me dá mais fundamento para antever o desastre (nem sei se consigo explicar o que sinto...), por mais que isso e muito mais, eu é que me encontro sempre na posição do julgado, do desadaptado, do peixe fora de água. Ou seja o mundo anda torto e eu tenho que ...

Não toquem nos "heróis"...

O homem que disse "a beleza das coisas está no espírito de quem as contempla" foi o mesmo que disse "os negros e, em geral, todas as espécies do homem são naturalmente inferiores aos brancos". David Hume - Filósofo escocês, 1711-1776 Ah, poizé! Imanada!

Contradição

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Em algum momento, no meio destes textos / conceitos / teoremas de bar / monólogo dialogado / conversa de bêbado, vou me contradizer... Já me estou a rir desse momento...   Contradiction - Jean-Marc Calvet

Coisas que nos tocam sem sabermos porquê....

É. Mais uma daquelas coisas que não sei explicar... talvez porque gostei do video, talvez a seqüência de personagens pouco comuns, talvez o tema tratado, talvez isso tudo e muito mais...

As pessoas são naturalmente boas ou más?

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Para melhor viver, o que é melhor? Partir do pressuposto que as pessoas são ignorantes, idiotas, mesquinhas, egoístas, etc., e ter boas surpresas pelo caminho? Ou é melhor assumir que em geral as pessoas são boas, carinhosas, inteligentes, altruístas, etc., correndo o risco de ter que apanhar com algumas valentes decepções pelo caminho? Se eu escolher a primeira opção sou chamado de pessimista arrogante mas pelo menos tenho boas surpresas. Se escolho a segunda vertente sou chamado de inocente-ultra-sensível (um emo...) e vivo levando porrada. Confesso que já caminhei nas duas trilhas e não consegui chegar a uma conclusão. O engraçado é que mesmo sem ter decidido isso para mim, em termos de educação do meu filho a tendência é aconselhar a segunda opção. Obviamente que não faço idéia se essa decisão é a certa, mas pelo menos demonstra um certo otimismo, não?