Postagens

Mostrando postagens com o rótulo crescer

Mais um "primeiro dia do resto da tua vida"...

Imagem
Filhote, na sexta passada fui te deixar na nova escola. E como só voltaste de férias na quinta, era o teu primeiro dia de aulas. Passaste para a segunda parte do primeiro grau, mudaste de escola e agora estás na "escola dos grandes". A nova escola já vai ter um ritmo mais próximo do que deve ser o resto da tua vida de estudante - vários professores diferentes, mais exigências, mais matérias, mais colegas/amigos diferentes, mais de tudo ao mesmo tempo. Estavas naquela mistura de ansiedade e felicidade por começar algo novo e diferente. Confesso que eu também. É assustadora a mudança de uma escola com cerca de 200 alunos para uma de cerca de 900, salvo erro. E, contrariamente á anterior, nesta nova tu vais ser um dos mais novos, dos mais "pequenos". Os demais já são adolescentes, com celulares, unhas pintadas e minissaias para elas, penteados engraçados e violentos acessos de acneia para eles (olha, a adolescência é cruel para os rapazes, mas ela passa, ok?). A...

Voltei...

Imagem
O último texto foi no ano passado. Passei pro um período de recolhimento, de mudança. Saí da "net", mudei alguns hábitos, fui ver se há vida lá fora. E há. E como aqui também há, aqui estou. Senti saudades do meu blog, deste blog especificamente. Esta escrita é salutar. Este monólogo é salutar. Ás vezes é diálogo. Como dizia o Larry Flint , "the pervert is back" :)

Damaged people...

Imagem
Descobri que gosto de pessoas “machucadas”, com histórias complicadas, com rugas da vida, com pendências pessoais, com pesos na consciência consequência de decisões erradas. Pessoas que passaram por mortes ou sobreviveram a acidentes, catástrofes, dramas familiares, doenças. Pessoas com sinais de combate, com ferimentos de guerra... É uma tendência que fui identificando pouco a pouco. Não estou a falar daquelas pessoas que estão sempre mal, que têm sempre algo que não está bem, que se queixam continuamente de tudo e todos. Essas me são dificilmente suportáveis. Estou a falar daquelas que sobreviveram genuinamente a situações sensíveis, que ultrapassaram barreiras que se diziam intransponíveis. Essas pessoas não são tristes e taciturnas, não carregam o peso do mundo nas costas como um castigo supremo. A vida continuou e elas continuam com ela. Reparem que o peso ou o trauma não desaparece, apenas aprendem a lidar com a situação, a fazer do tal limão uma limonada. E normalmente tendem a ...

Saudades...

Imagem
 Sempre vivi a mudança com algum orgulho. O fato de ter mudado 3 ou 4 vezes de país, de cultura, de língua, sempre foi motivo de orgulho quando não foi de alguma altivez em relação ao mundo e aos que nele vivem. Mas isso tem um preço. Um preço que talvez eu pague com o tempo, à medida que vou ficando mais velho. Sempre tentei (e tento) não me apegar ao passado, não deixar que ele me impeça de crescer. Mas sou humano. E com o tempo cada vez mais tenho a sensação de que o “melhor” da minha vida já passou. O melhor tanto no sentido do melhor que eu tenho a dar, como do melhor que eu tenho a receber. Como dizia Lou Reed “it’s all downhill after the first kiss...”. E aí vem a tristeza. Parece uma luta sem sentido entre dois sentimentos antagônicos, ou para viver ainda melhores momentos, ou para ficar quieto e re-viver na memória os bons momentos que já passaram. A segunda opção acontece mais vezes do que eu quero, e a primeira opção, não consigo aplicar, por parecer forçada. A melhor pa...
Imagem
Completei 39 anos no passado dia 10. E festejei com pompa e circunstancia, pela primeira vez. A data ficou tão simbólica que eu não podia deixar passar em branco – 10/10/10! A diversão dos festejos começou logo com o envio do convite, onde eu dizia que estava a entrar no meu 40º ano de vida. Gerou-se logo confusão porque a maioria achou estranho eu completar 40 anos – não sei se é “só 40?” ou “40, já?”, não que isso faça uma enorme diferença, claro. A festa foi muito boa, juntamos 2 aniversariantes, 1 despedida de um amigo que se muda para Paraty, 2 bandas e mais musica para dançar. E foi muito bom! Há muito tempo que não passei tão bem numa festa. Mas este post tem outra veia. Desde que supostamente sou adulto, cada vez que faço anos penso quão diferente sou – ou somos – da geração dos meus pais. Eu me lembro dos meus pais com a minha idade ou até um pouco mais novos, e não reconheço em mim o grau de maturidade que eles tinham. É uma situação surreal. É verdade que hoje também sou pai...

100 palavras

100 palavras para me lembrar quem sou, do que gosto, quem amo ou amei, de onde venho, onde gostaria de ir, como gostaria de estar. 100 palavras para me explicar o vazio, apaziguar o vento ou aproveitar o passeio. 100 palavras que podem suavizar a violência do desmantelar de quase tudo, atenuar o fedor do esquecimento e pintar o vácuo com cores as cores da luz. 100 palavras para renascer outra vez e sorrir com o olhar, apreciar a chuva e a memória de dias melhores que já começaram. Tipicamente eu. Com espaço para dizer tudo e ficar sem palavras... :-P

O medo

Imagem
Há alguns anos eu falo deste assunto com as pessoas mais próximas, da (minha) necessidade de exorcizar o medo, seja como for e seja ele qual for... O mundo que nos cerca é regido pelo medo nas suas formas mais sorrateiras. Infelizmente, isso começa muito cedo em nossas vidas, tão logo começamos a perceber o mundo que nos rodeia, assim que perdemos um pouco da nossa “virgindade". Quando criança, ainda inconscientes dos pseudo-perigos que nos rodeiam, o mundo tem definitivamente uma cor diferente. Pouco a pouco, à medida que o que eu associo com medo começa a se tornar parte da nossa vida, tudo muda. Tentei me lembrar da primeira vez que fui confrontado com o medo e é impressionante como isso aconteceu cedo. O medo dos nossos pais, a nossa salvação, as pessoas mais importantes em nossas vidas. Como é esse medo? É o medo de quebrar os brinquedos, de não comer tudo o que nos foi servido, de rasgar os livros, de destruir o aparelho de som do pai, de cometer erros, de sermos nós mesmos,...