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Distúrbios de identidade… (parte 4)

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 Morei em França de 84 até 97, quando me mudei para Lisboa, desta vez, por opção. Lisboa é uma das “minhas cidades”. Explicarei mais para a frente. Até ir morar em Lisboa, Lisboa tinha sempre sido A cidade que eu queria morar. Não sei explicar bem a razão disso. Acho que é devido ao impacto que a cidade teve em mim, quando conheci pela primeira vez, algures no fim dos anos 70. Quando morávamos em Bissau, eu fui a Lisboa duas vezes com a minha mãe, para consultas e tratamentos médicos. E a cidade que eu conheci naquelas viagens era - para uma criança com uns 7 a 9 anos, não me recordo bem - uma das 7 maravilhas do mundo. Acho que a diferença de “conforto” entre Bissau e Lisboa era tão grande, que eu me senti quase que literalmente em outro planeta. Então fui para Lisboa em 1997. Julho ou agosto, se a memória não me falha. E fui por amor. A decisão “principal” foi me juntar à Nice, (na altura namorada, hoje ex, mãe do meu filho). Nós até tínhamos considerado a hipótese dela ir para P...

Ciclos...

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Fim de um ciclo, início de outro. Há meses que não escrevo no blog. É um belo momento para um balanço. Mudei de casa, mudei de trabalho – mesmo se dentro do mesmo grupo empresarial – e fiz uma pequena volta ao mundo. Há seis anos que me mudei para Brasília, num projeto de vida que mudou um pouco daquilo que eu tinha em mente. E é sempre assim, as coisas raramente acontecem completamente conforme o plano. A grande mudança foi obviamente a minha separação, esta nova vida de pai a part-time é algo para o qual não estava preparado. Mas somos seres extraordinariamente adaptáveis, maleáveis. Depois do choque, foram se criando novos hábitos, novas rotinas e no fim, tudo acabou por dar mais ou menos certo. Passamos todos por momentos problemáticos e sobrevivemos. Hoje tenho a nítida sensação de estar no começo de um novo ciclo, de uma nova realidade, embora não faça bem ideia do que vai ser. Mas a sensação é ótima. É por isso que quis fazer esta viagem que planejei mil vezes no...

New York, New York!

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É. Fui a Nova Iorque. Um sonho de várias décadas se realizou da forma mais estranha do mundo. Não foi a viagem que eu sonhei, nem com fui com quem eu sonhava ir. Mas uma pequena frase me ficou na boca e na mente depois destes 2 dias e meio. Uma frase, um conceito, uma epifânia, com todo o seu peso: encontrei a minha casa! Durante todos estes anos eu sonhei em vir conhecer esta cidade. Não era o sonho americano. Era – e é – o sonho Novaiorquino. E encontrei quase tudo o que sonhava e muito mais.A cidade tem pessoas de toda a parte do mundo. Em 40 minutos de trajeto entre Brooklyn e a 14th street, ouvi 33 linguas/dialetos diferentes. Sim, perguntei a cada vez. E o mais fabuloso é que o inglês estava de par a par com algumas outras línguas, entre as quais o português. Eu já conhecia Washington e o interior da pensilvânia, mas isto é outra coisa. A cidade tem comidas, roupa, atrações, filmes, musica, religiões, cores, cheiros, palavrões e insultos, sorrisos, etc, de toda a parte d...