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Mais um "primeiro dia do resto da tua vida"...

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Filhote, na sexta passada fui te deixar na nova escola. E como só voltaste de férias na quinta, era o teu primeiro dia de aulas. Passaste para a segunda parte do primeiro grau, mudaste de escola e agora estás na "escola dos grandes". A nova escola já vai ter um ritmo mais próximo do que deve ser o resto da tua vida de estudante - vários professores diferentes, mais exigências, mais matérias, mais colegas/amigos diferentes, mais de tudo ao mesmo tempo. Estavas naquela mistura de ansiedade e felicidade por começar algo novo e diferente. Confesso que eu também. É assustadora a mudança de uma escola com cerca de 200 alunos para uma de cerca de 900, salvo erro. E, contrariamente á anterior, nesta nova tu vais ser um dos mais novos, dos mais "pequenos". Os demais já são adolescentes, com celulares, unhas pintadas e minissaias para elas, penteados engraçados e violentos acessos de acneia para eles (olha, a adolescência é cruel para os rapazes, mas ela passa, ok?). A...

Pai, aquela guerra permanente...

Tão longe quanto a memória me leva, não encontro um momento de relação pacífica com o meu pai. Quando era pequeno lembro-me de surras indescritíveis pelos motivos mais absurdos, lembro-me da autoridade, lembro-me de momentos de descontração em que ele se tornava o narrador/ator de histórias da sua juventude, todas elas mais divertidas umas que as outras, lembro-me da autoridade implacável, mais baseada na violência física do que no respeito (pelo menos hoje é essa a leitura que tenho). E essa autoridade persegue-me, colada à pele, em cada momento do meu relacionamento com o meu filho. Eu que sempre apregoo o “não ter medo” fico apavorado com a ideia de cometer com o Milan os mesmos erros que acho que ele cometeu comigo. E é uma merda viver com esse fantasma. Continuando... O tempo foi passando, o casamento dos meus pais foi se desmoronando, ele foi se envolvendo com álcool (que ele não agüenta) e jogos, eu fui crescendo, o confronto foi deixando de ser pai/filho para ser homem/h...

Filhos - como vai ser?

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Tenho andado mais introspectivo ultimamente. Mas não abandonei o Blog. É só que os pensamentos e emoções têm sido tantas e intensas que tenho tido talvez, alguma dificuldade em processar tudo antes de vir aqui partilhar. Mas está tudo bem. Vai dar tudo certo! :) O engraçado com o um blog pessoal é que mesmo assim ainda não é o lugar onde vamos dizer absolutamente tudo, não é? Tanto quem escreve como quem lê não está pronto para tanta honestidade. Hmm. Nota para myself: escrever sobre isso! Adiante! O meu sobrinho nasceu. Na verdade nasceu mais um sobrinho :) É o Pablo, filho do Pedro, meu irmão mais novo, aquele que sempre foi o nosso “bebê”, mesmo sendo maior do que qualquer um de nós. Vê-los com o bebê foi um momento emocionante. Muito emocionante. É como o fecho de um ciclo, inicio de outro. Nós os três já saímos da infância/adolescência/vida de jovens adultos, para passar a ser pais. A felicidade está estampada na cara deles e é tão boa de ver e presenciar. O Milan também ...

End discrimination. Hate everybody!

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A palavra preconceito é definida na maioria dos dicionários como sendo um julgamento ou opinião formada antes do conhecimento do conceito, conceito sendo definido como a representação intelectual de um objeto (grosso modo, não é importante ir a detalhes). É interessante notar que não existe nenhum julgamento de valor na definição da palavra: se é bom ou mau, se é correto ou errado etc. Á partida talvez o único julgamento de valor que me parece aplicável (com toda a ressalva possível) é de saber se é justo ou injusto. Para mim, á base parece-me injusto julgar sem conhecer a essência da coisa. Mas isso sou eu. E eu tenho o preconceito relativamente a saltar de aviões ou precipícios sem pára-quedas ou algum artifício de segurança. Mas como disse: isso sou eu. E porque de repente me lembrei de falar deste tema? Não é de repente. É daqueles posts de Blog que ficou nos rascunhos desde que comecei este pseudo diário-de-bordo. Escrevi e reescrevi varias vezes na tentativa de encontrar o...

As pessoas são naturalmente boas ou más?

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Para melhor viver, o que é melhor? Partir do pressuposto que as pessoas são ignorantes, idiotas, mesquinhas, egoístas, etc., e ter boas surpresas pelo caminho? Ou é melhor assumir que em geral as pessoas são boas, carinhosas, inteligentes, altruístas, etc., correndo o risco de ter que apanhar com algumas valentes decepções pelo caminho? Se eu escolher a primeira opção sou chamado de pessimista arrogante mas pelo menos tenho boas surpresas. Se escolho a segunda vertente sou chamado de inocente-ultra-sensível (um emo...) e vivo levando porrada. Confesso que já caminhei nas duas trilhas e não consegui chegar a uma conclusão. O engraçado é que mesmo sem ter decidido isso para mim, em termos de educação do meu filho a tendência é aconselhar a segunda opção. Obviamente que não faço idéia se essa decisão é a certa, mas pelo menos demonstra um certo otimismo, não?