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Cronica - curta - de um sábado...

O programa era simples e eficaz: jogar tênis de manhã, enquanto o anão se divertia com o amiguinho, passar por casa para um banho e troca de roupa, almoçar rapidamente em algum canto que o baixinho aprovasse, passar parte da tarde Cidade do Automóvel par ver ter uma noção da oferta, e depois, havendo tempo, ir ao cinema. Conclusões: O Sol de Brasília, mesmo ás 10 da matina, é impiedoso. Durante o jogo eu quase que o ouvia tocar nos meus ombros e dizer "velho, e aí! Vai ficar aí mesmo? Posso continuar fritando vocês por mais quanto tempo?" Durante um curto instante, invés de aproveitar o calor, uma piscina e um jardim magníficos, a criançada foi sentar no computador. Espetáculo! O McDonalds é a melhor representação da minha relativa incompetência em aprender com os meus erros. Cada vez que vou lá, pago, como, passo mal o resto do dia, pensando "mas por que raios voltei a comer esta porcaria voluntariamente???" Penso que poucas coisas acionam em mim o lado a...

Peão de novo, do povo...

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Não tenho carro. Em Brasília. Isso. E eu gosto disso. Tenho saboreado cada minuto. Voltei a andar pelas ruas. Sim, porque Brasília também tem ruas... Voltei a ter uma reminiscência do que era Lisboa: andar pela cidade. Aqui, como em outras cidades "novas", as coisas são divertidas. Entre os condutores de autocarros/ônibus que fogem dos "gostaria-de-ser-passageiro", as caricatas conversas que se ouvem/tem com desconhecidos/as, as "lotações" (transporte alternativo altamente ilegal operado por particulares que roubam passageiros às linhas de autocarro regulares, que te obrigam a ter a mentalidade de um criminoso e procurar se a polícia nos está a ver entrar no carro, mas que tem a vantagem de nos deixar em casa mais rápido), o calor seco da cidade etc, daria para escrever umas tantas cronicas :) Desde o inicio da semana tenho uma rotina: seja a vir para o trabalho ou para ir para casa, coloco os fones na cabeça, música a altos berros e "let's roll w...

No carro gosto de deixar passar...

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...outros carros, bicicletas, pessoas, o que seja. Sinto-me bem, bom, importante, ao fazer aquele gesto magnânimo com a mão que diz "sim, irrisório/amiúde/miserável mortal, podes passar que eu deixo...". É um prazer vislumbrar esse fugaz momento de surpresa misturado com felicidade na cara de quem estou a deixar passar. Sinto-me mestre do mundo! :D E é patético que exista esse momento, não é? Não é como se eu estivesse a dar um milhão ou a salvar uma vida. É apenas um gesto de cortesia básica, civismo, convivência... Mas isso seria sem contar com os milhares de condutores imbecis que quase atropelam pessoas bem intencionadas que atravessam nas passadeiras – passagens para peões, para os lusos - identificadas para esse efeito. Só visto o olhar de desespero das pessoas que tentam chegar ao outro lado. E quando chegam do outro lado têm aquela cara do soldado que conseguiu passar de um esconderijo para outro enquanto berra “suppressing fire! suppressing fire!”, como nos filmes de...