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Mostrando postagens com o rótulo problemas de comunicação

Língua e linguagens...

Supostamente, falamos a mesma língua. Supostamente apenas. Mas eu tendo a ser muito semântico com a língua. Eu: prazer em te conhecer. Ela (enfaticamente): o prazer foi todo meu! E eu pensei para com os meus botões “credo! Que egoísta...” Há uma expressão muito usada aqui nas terras de Vera Cruz: vou querer! Imaginem a cena: estou em casa com convidados e pergunto: Quer vinho, cerveja, suco ou água? A resposta é quase invariavelmente “vou querer [líquido escolhido]!”. Normalmente, se é uma pessoa próxima, que me conhece bem, eu costumo perguntar calmamente “E quando é que vais querer? Daqui a 5 minutos, 30 minutos, 2 horas...só para eu me organizar..."

A história é escrita pelos vencedores!

Acabei de ver um filme chamado Green Zone , do Paul Greengrass, que mostra naquela maneira norteamericana de fazer "singela-para-imbecil-entender" como o pretexto da armas de destruição massiva não era mais que isso, um pretexto para o ocidente colocar (ainda mais) pé no médio oriente. Um filme de ação como milhares, cheio de boas intenções, explosões, discursos moralistas, paz nomundo e efeitos especiais. Se quiserem ver aluguem, ou melhor ainda, baixem ilegalmente que é para ver se para de fazer filmes idiotas. Mas o filme fez-me pensar em como eu nunca tinha visto até agora um blockbuster sobre o mesmo assunto mas filmdo do ponto de vista Iraquiano. Da mesma forma, nunca vi um filme sobre a guerra do Vietnam filmado do ponto de vista vietnamita, sobre guerra da Argélia sob o prisma argelino, etc, etc, já perceberam onde quero chegar. Já dizia isso George "Big Brother is watching you" Orwell, há umas décadas atrás. E dei-me conta que não é bem assim. Nem sempre a ...

Problemas de comunicação

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Quando é que deixamos de ouvir? Na realidade as pessoas falam e falam muito. Nós é que não ouvimos. Ou não queremos ouvir. Ou já estamos de tal forma poluídos pelo ruído á nossa volta que o nosso sistema criou um "firewall" automático, extremamente agressivo, que pouca diferença faz entre o que é comunicação legitima e "spam". É triste. É triste porque o feitiço acaba sempre por se virar contra o feiticeiro e da mesma forma que já não ouvimos quem fala connosco, também pouca gente ouve o que teremos a dizer. E assim, no inicio do milénio mais desenvolvido em termos de comunicações, vamos criando uma nova "raça" de pessoas que só se importam com eles mesmos. E quem pode acusar de seja o que for? Quem pode apontar o dedo? Ninguém! Porque entende-se que é uma mera questão de sobrevivência, de manter o mínimo de sinais vitais aparentes para que não nos tornemos invisíveis (o que em termos sociais seria catastrófico, não é?). É muito estranho. Os pais pouco ou ...