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Mostrando postagens com o rótulo eu

Coisas que preciso mudar...

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Estava em São Paulo a trabalho e decidi ir caminhar de noite. Era tarde quando saí do hotel, umas 21h30, por aí. Caminhei pela Berrini, uma volta no Parque do Povo e de volta para o hotel. No caminho, encontrei poucas pessoas, devido ao horário. Mas todas as meninas ou mulheres com quem me cruzei, pensei: "que perigo, ela estar na rua a esta hora!". Pensei isso das altas, das baixas, das magras, gordas, brancas, pretas. Pensei isso das que aparentavam vir de meios humildes, como das que mostravam ser classe média/alta. Pensei isso um pouco mais enfaticamente das que iam sozinhas, mas também pensei das que iam em grupos de duas ou três. Pensei isso até do único homem que aparentava, pelo trejeito, adereços e postura, ser homossexual. Pensei "que bonito que ele é! Não deveria estar sozinho aqui". E senti o olhar desconfiado dele sobre mim, ao me aproximar, assim como os passos que se aceleraram logo depois de nos cruzarmos. Também cruzei grupos de 2 ou 3 mulheres ...

I do that a lot...

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Um diálogo fantasmagórico...

Há anos que tenho este diálogo na minha cabeça. Durante muito tempo tive a certeza de ter tirado de alguma filme ou série televisiva. Mas já pesquisei horas e não encontrei absolutamente nada, em nenhuma língua familiar (português, francês, inglês ou espanhol). No entanto a situação é relativamente clara na minha mente. O personagem 1 - mulher, parece estar nos seus 20 e poucos anos - acabou de reaparecer para o personagem 2 - indefinido, não sei se é homem ou mulher - depois de algum tempo desaparecido. A sensação que tenho é que ela tinha fugido, e depois de um tempo - que não sei dizer se foram dias, semanas, meses ou anos - voltou a casa ou assim. E segue-se o curtíssimo diálogo: P2 (numa mistura de raiva, preocupação, alívio): Onde estiveste? O que aconteceu? Porque desapareceste assim? Porque não nos contaste onde estavas? P1: Apenas quis ver o que havia lá fora, como eram as coisas, como era a vida... P2: Podias ter perguntado, simplesmente! A vida é cheia de cheiros estran...

100 palavras

100 palavras para me lembrar quem sou, do que gosto, quem amo ou amei, de onde venho, onde gostaria de ir, como gostaria de estar. 100 palavras para me explicar o vazio, apaziguar o vento ou aproveitar o passeio. 100 palavras que podem suavizar a violência do desmantelar de quase tudo, atenuar o fedor do esquecimento e pintar o vácuo com cores as cores da luz. 100 palavras para renascer outra vez e sorrir com o olhar, apreciar a chuva e a memória de dias melhores que já começaram. Tipicamente eu. Com espaço para dizer tudo e ficar sem palavras... :-P

Não tenho medo da morte!

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Pois não! Nos últimos tempos tenho visto muitas mortes repentinas, de pessoas da minha geração ou pouco mais velhas (“muitas”? Que exagero. Talvez não tenham acontecido mais do que o costume e eu tenha estado mais atento. Será?). Não estou a falar de mortes por doenças longas, de velhice, ou de outras causas talvez mais “compreensíveis”. Estou a falar de mortes por razões estranhas, normalmente não identificadas, como crise cardíaca, ruptura de aneurisma etc. Ou seja, estou a falar de pessoas perfeitamente saudáveis (pelo menos em aparência) que de repente, pfff, morrem, sem mais nem quê. Acho que não imagino sequer a dor que deve ser para os familiares, amigos, amantes etc, perder uma pessoa assim de forma tão pouco “digerível”. Isso tudo para explicar porque pensei na morte. Pensei muito nisso. Não tenho medo da morte em si, não tenho medo do “deixar de ser”, de deixar de respirar etc. Tenho medo da dor, seja ela qual for, física ou psicológica. Tenho mesmo terror da dor. É um...

Contradição

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Em algum momento, no meio destes textos / conceitos / teoremas de bar / monólogo dialogado / conversa de bêbado, vou me contradizer... Já me estou a rir desse momento...   Contradiction - Jean-Marc Calvet

Incapaz de falar...

É impressionante! Tanta coisa para dizer para tanta gente diferente, e na hora H...nada...zero...niente! É assustador, parece uma experiencia fora do corpo, um momento de descontrole, de falta de dominio sobre a boca, os lábios, sei lá... E o mesmo tem acontecido com a música. E escondo-me sob o pretexto que só consigo compor quando tenho um objetivo. Não sei quem estou a tentar enganar :D Vamos lá!

Meus momentos non-sense...

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Para lidar com a separação achei bom voltar a umas sessões de terapia. Procurei na lista de médicos do meu plano de saúde e escolhi uma clinica perto do trabalho. Fui lá ontem e... de repente entrei numa 13ª dimensão ou num filme do Terry Gilliam ou do David Fincher. O lugar era exíguo e sem ar. Os dois pacientes que esperava tiveram, durante a meia hora que esperamos, a mais alucinada das conversas sobre a vida, mulheres, deus, drogas, livros etc. Para terem uma referencia, o momento menos interessante da conversa (leiam "interessante como quiserem...) foi quando um quis perguntar ao outro se tinha lido "o segredo", esse pastel-mor, marco da literatura do nosso século (sim, do século 21...), mas não se lembrava do título do livro e referiu-se ao mesmo como "um livro com uma capa com uma coisa vermelha, como sangue". O outro pensou um pouco (sim, pensou, eu vi no olhar dele...) e respondeu "não, não. não era essa. O que eu li tinha a capa azul e as letras ...

Quanto custa uma separação...

Independentemente do casal ter filhos ou não, o processo de separação de bens, de coisas que foram armazenadas durante uma caminhada comum, o desfazer de alguns sonhos... e a raiva. Muita raiva e tristeza que se enrola e forma um espécie de bola de nervos... não sei explicar. Eu sei que o tempo cura os piores males, mas não deixa de ficar, pelo menos por agora, um medo de que esta sensação nunca mais vai passar, que vai ficar colada na minha pele que nem um tinta indelével... Estou no meio desse pesadelo. Espero que vai passar... sei que vai passar. A parte difícil é conseguir olhar através da neblina, ter a certeza que estamos no pior da tempestade, que daqui para a frente só pode melhorar. Bom. Vamos mergulhar no filhote, esporte, família e música! O resto que se foda....

E o que vem a ser isto?

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Apenas uma tentativa de colocar para fora as coisas que me encantam, incomodam, fazem respirar fundo, tocam, abalam e embalam, aconchegam, sacodem, interpelam, comer como se não houvesse amanhã, assustam, irritam, fazem sorrir ou rir às gargalhadas, balançar ou dançar – pelo menos em teoria, franzir o sobreolho, cantar - sim, cantar e tocar sempre que possível, insultar - às vezes, matam a minha sede e fome, fazem chorar desalmadamente, tiram o fôlego, girar a cabeça, agridem; enfim, quase tudo o que, num processo complexo de várias décadas que resultou neste magnífico exemplo de contradição humana pacificamente simples e complexo que sou eu! É um monólogo para quem quiser ler, um diálogo comigo mesmo, uma terapia pública, uma catarse digital para quem estiver com paciência. No pior dos casos, nos dias de casa vazia, será o meu diário privado... E se pelo meio aparecerem coisas que já viram em algum lugar, a probabilidade é que eu tenha copiado - pode até ser do meu antigo diário ;)