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Não queremos saber tudo. Só um pouquinho...

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Há coisas que não podem, não devem ser ditas. Esta frase me foi dita algumas vezes por pessoas que precisamente prezavam a sinceridade, a honestidade, a transparência nas relações... Algumas vezes, quando achavam que eu era um jovem calado, demasiadamente introspectivo, pediram-me para ser sincero, completamente aberto. E quando fui, pediram para ser menos, aplicar uns filtros. E então? Afinal em que pé dançamos? Ahhh, lembrei-me! É difícil ser coerente. Mas não deveria ser difícil tentar, pelo menos. Como em muitas coisas da vida, a “verdade” há de estar algures nesse meio-termo, não é? Mas eu tenho dificuldades com meios-termos. Quem me conhece já o sabe. Porque o meio-termo exige pensamento/reflexão antes de qualquer ação. Isso tem impacto no dinamismo das relações, das conversas, das interações, das trocas de ideias... Sem contar que é cansativo. Pelo menos para mim. Ter que pensar um pouco mais do que já penso, antes de verbalizar/agir/escrever/sinalizar? Mas não estou isento da ...

Coisas...

...com que eu não sei lidar arrogância sem "back-up" (Muhamad Ali, Frank Lloyd Wright, etc são exemplos de arrogância com "back-up"), família, frustração, mulheres com peitos bonitos, idiotice (não sei se fico irritado, se sinto pena...), pessoas mais convencidas que eu, criticas inúteis ou sem mais valia, perguntas retóricas (ex: atendo o telefone no escritório a pessoa que que ligou pergunta se eu já cheguei ao escritório), projectos eternamente por acabar (ou mesmo começar), a ausência do Tiago, Deus, meu filho quando me pergunta pelos avós maternos ou avô paterno, historias sem ponto final, vertigem, amor, eternidade, o tamanho e a variedade do/no mundo, racismo/ sexismo/ paternalismo/ capitalismo/ comunismo/ neoliberalismo e os demais ismos... ...que não gosto politica (não quer dizer que estou nem aí...), reviver o passado, sentir-me impotente, ler, falta de carácter (sobretudo quando é minha), salsa, peixe (salmão não é peixe!), doença, esforço, gordura (salm...

New York, New York!

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É. Fui a Nova Iorque. Um sonho de várias décadas se realizou da forma mais estranha do mundo. Não foi a viagem que eu sonhei, nem com fui com quem eu sonhava ir. Mas uma pequena frase me ficou na boca e na mente depois destes 2 dias e meio. Uma frase, um conceito, uma epifânia, com todo o seu peso: encontrei a minha casa! Durante todos estes anos eu sonhei em vir conhecer esta cidade. Não era o sonho americano. Era – e é – o sonho Novaiorquino. E encontrei quase tudo o que sonhava e muito mais.A cidade tem pessoas de toda a parte do mundo. Em 40 minutos de trajeto entre Brooklyn e a 14th street, ouvi 33 linguas/dialetos diferentes. Sim, perguntei a cada vez. E o mais fabuloso é que o inglês estava de par a par com algumas outras línguas, entre as quais o português. Eu já conhecia Washington e o interior da pensilvânia, mas isto é outra coisa. A cidade tem comidas, roupa, atrações, filmes, musica, religiões, cores, cheiros, palavrões e insultos, sorrisos, etc, de toda a parte d...