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Mostrando postagens com o rótulo envelhecer

Saudades...

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 Sempre vivi a mudança com algum orgulho. O fato de ter mudado 3 ou 4 vezes de país, de cultura, de língua, sempre foi motivo de orgulho quando não foi de alguma altivez em relação ao mundo e aos que nele vivem. Mas isso tem um preço. Um preço que talvez eu pague com o tempo, à medida que vou ficando mais velho. Sempre tentei (e tento) não me apegar ao passado, não deixar que ele me impeça de crescer. Mas sou humano. E com o tempo cada vez mais tenho a sensação de que o “melhor” da minha vida já passou. O melhor tanto no sentido do melhor que eu tenho a dar, como do melhor que eu tenho a receber. Como dizia Lou Reed “it’s all downhill after the first kiss...”. E aí vem a tristeza. Parece uma luta sem sentido entre dois sentimentos antagônicos, ou para viver ainda melhores momentos, ou para ficar quieto e re-viver na memória os bons momentos que já passaram. A segunda opção acontece mais vezes do que eu quero, e a primeira opção, não consigo aplicar, por parecer forçada. A melhor pa...

Promessas para o ano novo!

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Ano novo, vida nova? Hopefully! Chega este momento do ano e sempre acabamos por fazer algumas promessas para o ano seguinte. O problema é que eu não me lembro das promessas que fiz no final de 2009. E 2009 foi o meu annus horribilis . Pelo menos espero que tenha sido, porque se não foi, eu rendo-me desde já! Este fim de ano, vou tentar deixar registrado aqui algumas vontades e expectativas para 2011, para ver se no final do ano eu consigo ter uma avaliação positiva. Vamos ver... Expectativas pessoais: Formar a “minha” banda, compor, tocar ao vivo...dar a conhecer Fazer umas férias só com o filhote – neve? NY? Praia no Brasil? Alguma lugar que ele não conheça... Ir a Nova Iorque, desta vez com mais tempo para ver algum show, talvez até o US Open Comprar um carro – este é amargo porque na realidade gostaria de não ter que comprar carro. Mas Brasília é terrível para quem não tem carro... Ser campeão da 2ª série da FBT – masters ou classificação (tênis) Acabar de escrever o conto Escrever ...

Death by nostalgia

Num post anterior eu falei como tenho dificuldade em lidar com saudosismos, não foi? Salvo erro até expliquei um pouco mais no post sobre a reformação dos The Police . Hoje me disseram que os Creedence Clearwater Revival iam dar um show em Brasília. Eu respondi quase que automaticamente em tom infelizmente seco:"os sobreviventes, queres dizer". E outro amigo está feliz porque vai ver o show do septuagenário e caquético Paul McCartney como ilusão de ver os Beatles. E os Queen querem continuar sem Freddie Mercury... ha! Encontrei as palavras exatas do Zappa: "It isn't necessary to imagine the world ending in fire or ice--there are two other possibilities: one is paperwork, and the other is nostalgia. When you compute the length of time between the event and the nostalgia or the event, the span seems to be about a year less in each cycle. Eventually within the next quarter of a century, the nostalgia cycles will be so close together that people will not be able to take ...
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Completei 39 anos no passado dia 10. E festejei com pompa e circunstancia, pela primeira vez. A data ficou tão simbólica que eu não podia deixar passar em branco – 10/10/10! A diversão dos festejos começou logo com o envio do convite, onde eu dizia que estava a entrar no meu 40º ano de vida. Gerou-se logo confusão porque a maioria achou estranho eu completar 40 anos – não sei se é “só 40?” ou “40, já?”, não que isso faça uma enorme diferença, claro. A festa foi muito boa, juntamos 2 aniversariantes, 1 despedida de um amigo que se muda para Paraty, 2 bandas e mais musica para dançar. E foi muito bom! Há muito tempo que não passei tão bem numa festa. Mas este post tem outra veia. Desde que supostamente sou adulto, cada vez que faço anos penso quão diferente sou – ou somos – da geração dos meus pais. Eu me lembro dos meus pais com a minha idade ou até um pouco mais novos, e não reconheço em mim o grau de maturidade que eles tinham. É uma situação surreal. É verdade que hoje também sou pai...

Memórias da chuva...(1)

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Desde que a memória me consegue levar, sempre adorei a chuva. Não existe cheiro mais apaziguador e inebriante que aquele que antecipa a chuva. Em todos os países por onde passei tenho uma lembrança boa associada à chuva. Em Bissau lembro-me do quanto antecipávamos a chuva. Nós crianças, adorávamos tomar banho de chuva. Era a melhor coisa do mundo. Os rapazes jogavam futebol no meio das ruas desertadas pelos carros, as meninas corriam embaixo das goteiras que deixavam cair enormes quantidades de água. Tanto que ás vezes doía. Lembro-me de uma vez que eu estava a voltar para casa de um futebol perto de casa, devia ter os meus 11 anos. Eram por volta das 4 da tarde e de repente ficou tudo escuro. Nunca tinha visto algo igual. Em casa estava só a minha avó e não havia eletricidade – fato normal em Bissau e muitos outros países africanos – e eu queria ir para rua tomar banho quando a chuva caísse. Era estranho porque o céu estava cinza escuro e não havia vento. Minha avó ficou com medo e nã...

Estou a ficar velho...

Sabem o que quero dizer... Tenho ouvido cada vez mais Blues... A musica de hoje parece-me uma porcaria sem fim... Já não se fazem mais filmes como Apocalypse Now, Scarface, Sophie's Choice ou MASH... Comecei a conhecer pessoas através do meu filho (pais dos amigos dele)... Se eu começar a ouvir música clássica, por favor dê-me um tiro no meio da cara! Até esse momento chegar, fica um presente para os tímpanos (e o olhos): Victor Wooten, no baixo