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Dependências...

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Eu tenho uma noção muito boa das minhas intolerâncias... acho... E tenho pensado nas dependências, todo o tipo de dependências – coisas, dispositivos, religiões, pessoas, substâncias... Com uma pesquisa profunda (I googled it), encontrei isto: Dependência é o essência da ocorrência de abusos. – o cão, a criança, a mulher maltratada, os deficientes e os enfermos.” O que causa dependência? A incapacidade para cumprir as necessidades de alguém de forma independente. Estudo de caso: cão de estimação Domesticado, nascido e criado longe do ambiente natural (falsa dependência) Comprado e levado para a casa nova (propriedade) Inicialmente a cargo (condicional) Incapacidade, devido ao ambiente para satisfazer suas necessidades físicas - não consegue ter acesso a um ambiente sustentável, provido de alimentos, da água e calor. Ou seja, a dependência está diretamente ligada ao abuso. Mais ainda, o abuso é uma consequência direta da dependência. Talvez seja por isso que eu sou intolerante, não sei....

Escolhas ou destino...

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Tive uma conversa muito interessante com a minha mãe há uns tempos atrás, quase que completamente filosófica, sobre destino e escolhas. Basicamente a nossa conversa se portou sobre a pergunta se a nossa vida é o resultado das nossas escolhas – conscientes ou inconscientes – ou se o “destino” faz algumas escolhas por nós. Minha mãe acha que na vida muitas vezes não temos escolha, que muitas vezes nos deixamos levar pelos eventos. Minha opinião é precisamente oposta. A escolha é quase sempre nossa. Acredito que quando dizemos “não tive escolha”, é porque escolhemos na mesma. A “falta de escolha” já é uma escolha em si. O que acontece é que muitas vezes as escolha que fazemos são tão difíceis que temos imensas dificuldades em assumi-las assim com as suas consequências. Não estou a dizer “sou capitão do meu barco, senhor do meu destino”. Não acredito que dominamos todas as variáveis do nosso “ambiente”. Acredito até no contrário, que a maioria das variáveis está totalmente fora o nosso co...

Domingo, 10h da manhã...

...e já uma cerveja na mão! Explico: Ontem voltei um pouco mais cedo do meu jogo de tênis matinal. Ao subir para casa passei frente ao café/restaurante no térreo do meu prédio e vi que já lá estava um cliente com uma cerveja fresca na mesa. O restaurante nem tinha aberto completamente e o "habituado" já lá marcava presença. Fico sempre impressionado com esse nível de dependência. Sim, talvez seja um julgamento meu um pouco rápido mas não vejo outra razão senão dependência. É como o fumador cujo primeiro gesto quando acorda é acender um cigarro. E qualquer uma dessas pessoas vai sempre dizer que "para quando quer", sem se dar minima conta que a substancia da qual ela depende também já fala por ela. A idéia de que eu preciso de qualquer muleta/prótese para poder encarar o dia me assusta a um ponto que não imaginam. É para mim a prova de uma pessoa sem controle sobre o seu corpo (e a mente faz parte do corpo, não...). E isso sem entrar na duvida do que será a realidade...