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Death by nostalgia

Num post anterior eu falei como tenho dificuldade em lidar com saudosismos, não foi? Salvo erro até expliquei um pouco mais no post sobre a reformação dos The Police . Hoje me disseram que os Creedence Clearwater Revival iam dar um show em Brasília. Eu respondi quase que automaticamente em tom infelizmente seco:"os sobreviventes, queres dizer". E outro amigo está feliz porque vai ver o show do septuagenário e caquético Paul McCartney como ilusão de ver os Beatles. E os Queen querem continuar sem Freddie Mercury... ha! Encontrei as palavras exatas do Zappa: "It isn't necessary to imagine the world ending in fire or ice--there are two other possibilities: one is paperwork, and the other is nostalgia. When you compute the length of time between the event and the nostalgia or the event, the span seems to be about a year less in each cycle. Eventually within the next quarter of a century, the nostalgia cycles will be so close together that people will not be able to take ...

Não tenho medo da morte!

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Pois não! Nos últimos tempos tenho visto muitas mortes repentinas, de pessoas da minha geração ou pouco mais velhas (“muitas”? Que exagero. Talvez não tenham acontecido mais do que o costume e eu tenha estado mais atento. Será?). Não estou a falar de mortes por doenças longas, de velhice, ou de outras causas talvez mais “compreensíveis”. Estou a falar de mortes por razões estranhas, normalmente não identificadas, como crise cardíaca, ruptura de aneurisma etc. Ou seja, estou a falar de pessoas perfeitamente saudáveis (pelo menos em aparência) que de repente, pfff, morrem, sem mais nem quê. Acho que não imagino sequer a dor que deve ser para os familiares, amigos, amantes etc, perder uma pessoa assim de forma tão pouco “digerível”. Isso tudo para explicar porque pensei na morte. Pensei muito nisso. Não tenho medo da morte em si, não tenho medo do “deixar de ser”, de deixar de respirar etc. Tenho medo da dor, seja ela qual for, física ou psicológica. Tenho mesmo terror da dor. É um...

Nos meus momentos mais negros...

Imagino como seria a minha vida se um ente querido desaparecesse. Ou como seria a vida dos entes queridos se eu desaparecesse. Eu sei que não sou o único a ter pensado nisso. Temos todos que aprender a viver com a nossa autocomiseração masoquista e macabra... E para provar que sou sempre otimista e esperançoso, uma pérola do youtube para voces: Richard Bona e Bobby McFerrin em Montreal. Vale a pena continuar, não é? ;)  Keep walkin'!