O mundo sem Michael...(1/3)
Como o tempo voa. Já vão dois anos desde a morte do Michael. É impressionante o buraco que ele deixou. Não que a produção artística dele nos últimos anos tivesse sido muita coisa. Eu desliguei dele um pouco depois do HIStory , salvo erro. Ou antes mesmo, não me lembro. Como muitos, acabei por apenas acompanhar a loucura mediática à volta dele – processos, operações, pele cada vez mais branca, crianças, Neverland... enfim. Cresci com Michael. Sem dúvida. Em Bissau, eu lembro-me bem que festa não era festa que não tocasse pelo menos duas ou três do Thriller. Com o recuo do tempo era surreal ouvir aquele som lá. Imaginem um país africano, recém saído do jugo colonial (em 74), ainda cheio de esperanças e motivações. Até aos meus 12 anos só ouvíamos música africana/antilhesa ou a MPB: Guiné-Bissau: essencialmente José Carlos Schwarz, Zé Manel, Mama Djombo... Cabo Verde: Os Tubarões, Bana... (tudo isso antes de entrarem à batatada, quando ainda se consideravam povos irmãos) Outras musicas ne...