Sobre a queda do muro...
Não é meu hábito ver filmes de realizadores desconhecidos, e muito menos filmes portugueses (de Portugal ou do Brasil), alemães, espanhóis, etc. E até mesmo o cinema Francês sofre com esse meu preconceito. Eu sei. É um preconceito mesmo. É preconceito porque nas raríssimas vezes que o fiz saí da sala de cinema com a agradável sensação de ter descoberto mais um pouco do mundo que me rodeia. E consequentemente de mim mesmo. Foi assim quando vi O tempo dos ciganos e o Arizona Dream do Kusturica , foi assim quando descobri o fabuloso 21 gramas do Iñárritu (gostos não se discutem. Prefiro de longe o 21 gramas a qualquer um dos outros que ele fez, antes e depois...), o Cidade de Deus do Meirelles , o Labirinto do Fauno do Guillermo Del Toro , o Métisse de Kassovitz , até mesmo o Reservoir Dogs do Tarantino , quando ele ainda era desconhecido e antes da fama lhe subir à cabeça. Há uns anos atrás fui ver o Das Leben der Anderen (A vida dos outros) de um realizador desconhecido chamado...