As coisas que mexem comigo...

De repente, eu estava sentado no meio da floresta, num silencio humano ou derivado humano quase absoluto. Saí do caminho desenhado no chão por outras pessoas que passaram por lá antes de mim e mergulhei no meio das arvores. Não era uma floresta muito densa, dava para se esgueirar entre os troncos e galhos. Sentei-me no chão, a humidade se fez sentir, os insetos se sentiram invadidos e entraram em pânico. Parei para respirar, cheirei o ar, as pessoas não prestam suficiente atenção aos cheiros, o pânico das formigas e outros insetos voadores passou. Por uns raros minutos fiz parte da paisagem. E escrevi. Sem pensar muito, só um lápis em cima da folha sem (muita) censura. Queria ver o que ia sair. E eis o que saiu. Um pouco mais de mim mesmo: Cheiro da manhã, doce, verde, sombra pinho, gargalhada à toa, Milan, Pitchounne, improviso, blues, comida, espirrar, voar, sedução, nada ou vazio, mar, neve, outono, Lisboa, chuva, Brasília, reconhecer, memória, água, vinho, cheiro e gargalhada de b...